segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sede Agradecidos

Assistindo a um telejornal, na semana passada, chamou-me a atenção a quantidade de vezes que as pessoas entrevistadas citaram a conhecida expressão “graças a Deus”. Conhecida, repetida e automatizada, essa expressão perdeu seu valor real. No entanto, a maneira como aquelas pessoas a pronunciaram me fez perceber algo de genuíno em suas palavras.

O homem que conseguiu salvar sua mercadoria de um incêndio diz: “Graças a Deus!”. A mulher que escapou ilesa da mira de uma arma, igualmente, exclama: “Graças a Deus!”. Uma das expressões mais “batidas” da língua portuguesa ganhou de volta o seu sentido de reconhecimento e gratidão, deixando de ser apenas uma frase de efeito.

Gostaria, porém, que você percebesse que a gratidão que hoje tem sido transformada em meras palavras, deve ser demonstrada em atitudes.

Certa vez, conta-nos Lucas (17.11-19), Jesus atendeu ao pedido de dez leprosos, que queriam ficar curados. Entretanto, somente um deles, ao perceber que ficou são, voltou glorificando a Deus em alta voz” (v.15 – ênfase minha). Lucas continua, dizendo que este homem “caiu aos seus pés [de Jesus], com o rosto em terra, dando-lhe graças (...)” (v.16 – ênfase minha).

Sim. Havia nele um coração agradecido, mas, mais do que isso, havia uma atitude agradecida. Simplesmente não tenho como saber o que se passou na cabeça daqueles nove que não retornaram, mas imagino que não tenham se esquecido tão fácil de Jesus. Talvez tenham testemunhado para os seus amigos do milagre que o Mestre havia feito neles. Talvez tenham olhado para o céu e tenham dito com sinceridade: “Que Javé abençoe aquele bom Profeta”. Não sei. Não temos como saber. No entanto, sabemos o que Jesus achou da atitude deles. Jesus julgou-a inadequada.

“(...) Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?” (v.17).

Diante do que Jesus faz por nós, só há uma atitude apropriada: voltarmo-nos para Ele e cairmos aos seus pés em reconhecimento e gratidão. Não sei quanto tempo aquele homem andou até encontrar Jesus, mas ele sabia que tinha de voltar para demonstrar o que o seu coração sentia. Os outros nove não voltaram. De posse de tamanha bênção, nada fizeram. Isso é inadequado. Jesus quer mais – de mim e de você.

Jesus quer que nossos sentimentos com relação a Ele não fiquem apenas nas palavras, mas partam para o campo das atitudes.

Os nove “ingratos” foram curados. O samaritano que voltou foi salvo (v.19). E isso faz muita diferença.

Graças a Deus!


3 comentários:

Mateus disse...

As vezes falamos "da boca pra fora", e não lembramos do quanto é grande e maravilhoso o nome do nosso Deus! Este nome é muito suave, e, ao mesmo, de nós ficarmos com temor, para se falar tão facilmente ao vento.

Abraço,

Mateus[Tenor 2]

Haniel Batista disse...

Obrigado Senhor por usar pessoas para abrir nossos olhos; nós, o teu povo! Obrigado Jesus!

Deus te abençoe meu irmão!

cursos de teologia disse...

Parabéns amado Rodrigo, pelo excelente, rico e abençoado conteúdo deste blog!!!

Um abraço fraternal e continue sempre na abundante Graça!!!