Eu não quis acreditar no que eu estava ouvindo, mas era verdade. Não importa o quão chocante possa parecer; eu escutei. Parei atônito. Lamentei.
Estou me referindo a uma frase que escutei nesta semana quando assistia a um telejornal. Deixe-me situá-lo. Você deve ter ouvido falar na passagem da cantora Madona pelo Brasil. Não sei exatamente sobre o que era a reportagem (não vi desde o início), mas tinha algo a ver com isso. Havia alguém fazendo comentários sobre o que é um “fã”, e uma garota que se mostrava fã de Madona foi entrevistada e fez a seguinte declaração: “Minha religião é a Madona. O que ela diz, amém pra ela”.
Foi aí que fiquei perplexo com tamanha devoção. Dedicar um “amém” (que significa “assim seja”) a todas as palavras de alguém já ultrapassa o patamar de admiração e chega ao nível de adoração. Madona se tornou para essa garota, de fato, um ídolo, alguém de onde não pode sair nada ruim, a fonte de tudo aquilo que é confiável e bom; enfim, tornou-se seu deus.
A perda da capacidade de crítica é uma das características do “fã”. Ele não consegue criticar o que ouve seu ídolo dizer, ou vê-lo fazer; tudo está certo, tudo é bom. Prefiro, no entanto, ficar com as palavras de Paulo, o Apóstolo. Ele sabia que tinha em mãos a Palavra verdadeira de Jesus Cristo, mas não excluiu a possibilidade de ele mesmo vir a crer em outra coisa e pregá-la. Ele afirma aos Gálatas:
“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos tenho pregado, seja anátema” (Gálatas 1.8).
Quando diz isso, Paulo coloca toda autoridade de Verdade Absoluta na Palavra de Deus e não em si mesmo. Paulo não achava que as verdades que ele falava vinham dele mesmo, mas de Deus. Por isso, estimulava os gálatas a que criticassem sua mensagem. Se ela fosse diferente daquela que eles já haviam recebido, então seria maldita. Ele também disse a Timóteo:
“Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (I Timóteo 1.15 – ênfase minha).
A mensagem do evangelho é, sim, “digna de toda aceitação”. Nada mais. O presidente da nação pode errar, meus pais podem falhar, seu médico pode se equivocar, esse texto que você está lendo pode conter falhas, Madona pode se enganar, mas a Palavra de Deus não! Ela é digna de aceitação.
Sei (e isso é triste) que não temos, muitas vezes, por Deus e por suas palavras, a mesma consideração que a garota da entrevista tem pelas palavras da cantora pop. É uma pena quando isso acontece. É uma pena quando Deus nos diz algo, e nós, no auge de nossa ignorância, criticamos, e achamos que do nosso jeito é melhor. Essa atitude não é nada inteligente.
Por fim, peço a Deus que transforme a mente daquela garota e que ela – e nós também – tenhamos tamanha devoção pelo Senhor e por suas palavras.
sábado, 20 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Família: Reflexo da Divindade
Esta minha pequena reflexão fez parte do boletim semanal da Igreja Assembléia de Deus em Candelária, impresso no dia 23 de novembro de 2008, por ocasião do Culto da Família.
Ao pensarmos no que a palavra “família” representa para nós, várias idéias podem vir à nossa mente: aconchego, carinho, apoio, cumplicidade, exortação, amor, etc. Todos esses aspectos do relacionamento familiar já dão a ele um tom de importância, já despertam em nós o sentimento de que é algo que deve ser cultivado e tratado com apreço. No entanto, quero acrescentar outra idéia. O ponto-de-vista divino.
Para Deus, a família é um projeto prioritário, visto que foi a primeira instituição fundada por ele mesmo aqui na Terra. Além disso, a família é um reflexo da própria Divindade. Olhemos para o relacionamento entre a primeira e a segunda pessoa da Trindade e perceberemos isso: Pai e Filho. Nesse caso, não posso pensar diferente: Família é algo divino. Família é algo sagrado. Foi Deus que a instituiu para ser um lugar de realização e concórdia, assim como a Trindade o é. Aquela bela cena, então, ecoa em minha mente: O Espírito descendo sobre o Filho em quem o Pai se compraz. Perfeito! Bom será quando todos entendermos que a família é (ou deve ser) um reflexo da Divindade. Fica, portanto, para nós, este privilégio e responsabilidade.
Ao pensarmos no que a palavra “família” representa para nós, várias idéias podem vir à nossa mente: aconchego, carinho, apoio, cumplicidade, exortação, amor, etc. Todos esses aspectos do relacionamento familiar já dão a ele um tom de importância, já despertam em nós o sentimento de que é algo que deve ser cultivado e tratado com apreço. No entanto, quero acrescentar outra idéia. O ponto-de-vista divino.
Para Deus, a família é um projeto prioritário, visto que foi a primeira instituição fundada por ele mesmo aqui na Terra. Além disso, a família é um reflexo da própria Divindade. Olhemos para o relacionamento entre a primeira e a segunda pessoa da Trindade e perceberemos isso: Pai e Filho. Nesse caso, não posso pensar diferente: Família é algo divino. Família é algo sagrado. Foi Deus que a instituiu para ser um lugar de realização e concórdia, assim como a Trindade o é. Aquela bela cena, então, ecoa em minha mente: O Espírito descendo sobre o Filho em quem o Pai se compraz. Perfeito! Bom será quando todos entendermos que a família é (ou deve ser) um reflexo da Divindade. Fica, portanto, para nós, este privilégio e responsabilidade.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Chamados por Amor
Há alguns dias venho ouvindo uma bela música cujo título é “Por Amor”, cantada por um grupo adventista chamado Novo Tom. A letra dessa canção fala do sacrifício de Jesus Cristo e relembra-nos de que tudo o que Ele sofreu não foi sem um porquê; foi por amor a nós.
Num dado momento, o letrista nos diz:
“Todo aquele que crer, enfim,
Não despreze o convite, hoje vem a Mim
De qualquer forma, em qualquer lugar
Novo rumo pra vida vai encontrar
Nesse amor”.
Quando escutei esse trecho, lembrei-me de um momento crucial na vida de Jesus Cristo: A escolha dos discípulos. Esse momento era importante porque Jesus iria escolher aqueles que o acompanhariam no seu ministério e aprenderiam com Ele. O evangelista Mateus nos conta assim uma parte dessa história:
“E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E adiantando-se dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os. Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no” (Mateus 4.18-22).
Olhe para Pedro, André, Tiago e João; o que você vê? Chefes de gabinete romanos? Deputados provinciais? Presidentes de ONG’s ambientalistas da Galiléia? Não! O que você são simples pescadores. Porém, não são pescadores prontos para uma festa, trajando suas melhores roupas e com odor apreciável; são pescadores mal vestidos, suados e cheirando a peixe fresquinho.
Diante de tal imagem (e aroma), Jesus teve a brilhante idéia de lhes fazer um convite. Não para lutarem contra o aquecimento global, mas para serem “pescadores de homens. Ele queria discípulos e, pelo visto, foi compreendido. Mas há um detalhe nessa história que me faz pensar. Não seria melhor aqueles homens tomarem um bom banho antes de seguir Jesus? Afinal de contas, Ele era um “Mestre”, não outro pescador da vila. Sabonete e desodorante seriam bem úteis naquele momento.
Não. Aqueles homens não se importaram se iriam agredir o olfato de Jesus, muito menos se Ele não se incomodaria com as roupas deles. Eles simplesmente deixaram suas redes de lado e o seguiram como estavam.
Que bom seria se todos fizéssemos o mesmo. Muitas vezes, ouvimos pessoas dizerem que só seguirão a Jesus quando abandonarem algo que as prende, algum pecado. E o pior: alguns filhos de Deus, que já confessaram a Jesus como seu Salvador, em alguns momentos de falhas, tentam por seus próprios esforços “melhorar sua situação” diante de Deus. Pode acreditar: nunca conseguirão.
A única coisa a fazer quando estamos sujos, maltrapilhos e fedendo a pecado “fresquinho” é aceitar o convite do Mestre. Jesus sabia que eles estavam sujos, mas chamou-os assim mesmo. Jesus estava cônscio de que, a princípio, a companhia daqueles homens poderia não ser agradável, mas chamou-os assim mesmo. Da mesma forma, Ele sabe das nossas fraquezas, Ele assiste com tristeza às nossas transgressões, Ele conhece o odor fétido dos nossos pecados, mas, assim mesmo, Ele continua a nos convidar: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).
Realmente, a mensagem da música cantada pelo Novo Tom continua viva. Esse amor imensurável de Cristo dará um novo rumo (cf. 2 Coríntios 5.17) para a vida de todo aquele que crer (cf. João 3.16). Não somos nós, pelos nossos méritos, que conseguiremos mudar nossa vida, mas Ele o fará.
Por isso, podemos, “de qualquer forma, em qualquer lugar”, aceitar o convite que nos é feito... Por amor.
Num dado momento, o letrista nos diz:
“Todo aquele que crer, enfim,
Não despreze o convite, hoje vem a Mim
De qualquer forma, em qualquer lugar
Novo rumo pra vida vai encontrar
Nesse amor”.
Quando escutei esse trecho, lembrei-me de um momento crucial na vida de Jesus Cristo: A escolha dos discípulos. Esse momento era importante porque Jesus iria escolher aqueles que o acompanhariam no seu ministério e aprenderiam com Ele. O evangelista Mateus nos conta assim uma parte dessa história:
“E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E adiantando-se dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os. Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no” (Mateus 4.18-22).
Olhe para Pedro, André, Tiago e João; o que você vê? Chefes de gabinete romanos? Deputados provinciais? Presidentes de ONG’s ambientalistas da Galiléia? Não! O que você são simples pescadores. Porém, não são pescadores prontos para uma festa, trajando suas melhores roupas e com odor apreciável; são pescadores mal vestidos, suados e cheirando a peixe fresquinho.
Diante de tal imagem (e aroma), Jesus teve a brilhante idéia de lhes fazer um convite. Não para lutarem contra o aquecimento global, mas para serem “pescadores de homens. Ele queria discípulos e, pelo visto, foi compreendido. Mas há um detalhe nessa história que me faz pensar. Não seria melhor aqueles homens tomarem um bom banho antes de seguir Jesus? Afinal de contas, Ele era um “Mestre”, não outro pescador da vila. Sabonete e desodorante seriam bem úteis naquele momento.
Não. Aqueles homens não se importaram se iriam agredir o olfato de Jesus, muito menos se Ele não se incomodaria com as roupas deles. Eles simplesmente deixaram suas redes de lado e o seguiram como estavam.
Que bom seria se todos fizéssemos o mesmo. Muitas vezes, ouvimos pessoas dizerem que só seguirão a Jesus quando abandonarem algo que as prende, algum pecado. E o pior: alguns filhos de Deus, que já confessaram a Jesus como seu Salvador, em alguns momentos de falhas, tentam por seus próprios esforços “melhorar sua situação” diante de Deus. Pode acreditar: nunca conseguirão.
A única coisa a fazer quando estamos sujos, maltrapilhos e fedendo a pecado “fresquinho” é aceitar o convite do Mestre. Jesus sabia que eles estavam sujos, mas chamou-os assim mesmo. Jesus estava cônscio de que, a princípio, a companhia daqueles homens poderia não ser agradável, mas chamou-os assim mesmo. Da mesma forma, Ele sabe das nossas fraquezas, Ele assiste com tristeza às nossas transgressões, Ele conhece o odor fétido dos nossos pecados, mas, assim mesmo, Ele continua a nos convidar: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).
Realmente, a mensagem da música cantada pelo Novo Tom continua viva. Esse amor imensurável de Cristo dará um novo rumo (cf. 2 Coríntios 5.17) para a vida de todo aquele que crer (cf. João 3.16). Não somos nós, pelos nossos méritos, que conseguiremos mudar nossa vida, mas Ele o fará.
Por isso, podemos, “de qualquer forma, em qualquer lugar”, aceitar o convite que nos é feito... Por amor.
domingo, 14 de setembro de 2008
Dois Homens - Uma Lição
Há poucos dias, eu estava numa parada de ônibus e uma cena fez-me parar e observar. Um senhor que aparentava seus 50 anos estava distribuindo folhetos evangelísticos para as pessoas. Algumas imediatamente se colocavam a ler os folhetinhos, mas outras apenas viam de que se tratava e desviavam a atenção. Até aí, tudo normal (quem já entregou folhetos evangelísticos nas ruas sabe que é assim que a maioria das pessoas reage).
Um outro senhor, porém, foi mais enérgico. Quando recebeu a literatura, perguntou: "o que é isso?". O evangelista gentilmente explicou-lhe que se tratava de uma mensagem da parte de Deus para ele, uma mensagem de paz, mas sua explicação não foi bem recebida. O "evangelizado" fez um sinal negativo com a cabeça, cara de mau e, em seguida, amassou e jogou o papel no chão. O evangelista não disse nada. Apenas virou-se e continuou o seu trabalho.
Nesse exato momento, meu ônibus chegou, e já subi com uma indagação em mente: O que faz alguém ter ódio de uma mensagem de paz? Por que alguns preferem abarrotar seus bolsos com "santinhos" de políticos a receber um simples folheto com uma mensagem bíblica?
Balancei a cabeça e pensei: "ele não sabe o que faz". Achando que machucaria o senhor evangelista, na verdade, estava rejeitando o próprio Jesus Cristo.
Fiquei imaginando o que poderia responder a meu questionamento. O que faz uma pessoa odiar a mensagem divina? E a única resposta que tenho no momento é a de que essa mensagem não agrada porque denuncia a culpa do homem. E ninguém gosta de ouvir certas verdades. Ninguém gosta de ouvir que está errado, mesmo quando sabe que é verdade. Ninguém gosta de falar em pecado quando não vive uma vida santa. Deve ser por isso que aquele senhor não gostou de receber a mensagem evangelística; pois o mesmo Deus que diz "Eu te amo" é o que exige "Tome a sua cruz". Isso machuca o ego de muitos.
Por que abandonar meus maus hábitos? Por que viver em retidão? É mais fácil olhar com cara de poucos amigos para os evangelistas tentando intimidá-los. Quem sabe, assim eles não param de nos denunciar...
O evangelho denuncia o pecado e oferece esperança ao pecador, mas a sociedade prefere rejeitar as boas novas, pois os prazeres do erro são viciantes. Que pena!
Que Deus tenha misericórdia daquele senhor da parada de ônibus e coloque vários outros evangelistas em seu caminho. Talvez haja esperança...
"Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me" (Mateus 16.24).
Um outro senhor, porém, foi mais enérgico. Quando recebeu a literatura, perguntou: "o que é isso?". O evangelista gentilmente explicou-lhe que se tratava de uma mensagem da parte de Deus para ele, uma mensagem de paz, mas sua explicação não foi bem recebida. O "evangelizado" fez um sinal negativo com a cabeça, cara de mau e, em seguida, amassou e jogou o papel no chão. O evangelista não disse nada. Apenas virou-se e continuou o seu trabalho.
Nesse exato momento, meu ônibus chegou, e já subi com uma indagação em mente: O que faz alguém ter ódio de uma mensagem de paz? Por que alguns preferem abarrotar seus bolsos com "santinhos" de políticos a receber um simples folheto com uma mensagem bíblica?
Balancei a cabeça e pensei: "ele não sabe o que faz". Achando que machucaria o senhor evangelista, na verdade, estava rejeitando o próprio Jesus Cristo.
Fiquei imaginando o que poderia responder a meu questionamento. O que faz uma pessoa odiar a mensagem divina? E a única resposta que tenho no momento é a de que essa mensagem não agrada porque denuncia a culpa do homem. E ninguém gosta de ouvir certas verdades. Ninguém gosta de ouvir que está errado, mesmo quando sabe que é verdade. Ninguém gosta de falar em pecado quando não vive uma vida santa. Deve ser por isso que aquele senhor não gostou de receber a mensagem evangelística; pois o mesmo Deus que diz "Eu te amo" é o que exige "Tome a sua cruz". Isso machuca o ego de muitos.
Por que abandonar meus maus hábitos? Por que viver em retidão? É mais fácil olhar com cara de poucos amigos para os evangelistas tentando intimidá-los. Quem sabe, assim eles não param de nos denunciar...
O evangelho denuncia o pecado e oferece esperança ao pecador, mas a sociedade prefere rejeitar as boas novas, pois os prazeres do erro são viciantes. Que pena!
Que Deus tenha misericórdia daquele senhor da parada de ônibus e coloque vários outros evangelistas em seu caminho. Talvez haja esperança...
"Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me" (Mateus 16.24).
sábado, 23 de agosto de 2008
Medalhas Diárias
Nestes últimos dias, o mundo tem dedicado alguns instantes do seu tempo exíguo para acompanhar o maior evento do esporte mundial: as Olimpíadas. No entanto, o que mais me surpreendeu não foram os oito ouros do peixe, ou melhor, nadador Michael Phelps, ou a derrota da seleção brasileira feminina de futebol na final, tampouco a vitória de Maurren Maggi no salto em distância. Minha maior surpresa foi causada por um sueco: Ara Abrahamian.
Sua carreira na luta greco-romana terminou juntamente com sua participação nos jogos olímpicos, mas seu nome está cravado na minha mente e deve permanecer assim por algum tempo. Após a luta que decidiu a medalha de bronze ao seu favor, inesperadamente, não vimos um atleta alegre pela conquista, mas um atleta frustrado. Essa cena me pareceu, no mínimo, paradoxal. Quem poderia receber um prêmio e se sentir diminuído por isso? Quem poderia receber o atestado de terceiro melhor do mundo e não ser grato? Resposta? Ara Abrahamian, o protótipo olímpico da arrogância.
Tal qual um menino mimado, ao receber sua bela medalha, rejeitou-a por não ser de ouro. Ele havia feito planos de ser o melhor e não conseguiu. Foi um dos melhores; mas não era o suficiente. O bronze, que para muitos seria uma dádiva, para ele era um opróbrio. A causa disso tem nome: Arrogância.
Ao tomar conhecimento desse fato, lembrei-me de que muitas vezes agimos como Abrahamian. Somos arrogantes diante das bênçãos que recebemos diariamente.
Lutamos para alcançar um objetivo, mas, quando ele não vem exatamente como planejamos, fazemos beicinho e rejeitamos o presente divino. “Seja feita a minha vontade” parece ser uma oração muito mais atrativa do que a original, e quando ela não é atendida, colocamos a culpa em quem? Isso mesmo: em Deus! E isso é ABSURDO!
Somos agraciados todos os dias com inúmeras bênçãos, algumas das quais sequer chegamos a tomar conhecimento. Três refeições (pra não ser desagradável com alguns), família, teto, livramentos de morte, saúde, etc. Medalhas e mais medalhas divinas. Tudo isso nos é dado, mas se não comprarmos aquele modelo de carro, naquela cor, daquele ano... O cuidado de Deus começa a ser questionado.
Certa vez, Tiago e João aproximaram-se de Jesus para lhe pedir algo. Eles queriam um lugar de destaque no Reino.
“Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda” (Marcos 10.37).
A resposta que Jesus lhes deu seria, para Abrahamian, como uma medalha de bronze:
“[...] quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado” (v.40).
Agora, fico imaginando: E se Tiago e João tivessem deixado tudo de lado? Se não for para ficar perto do seu trono, então não será em lugar algum! E se eles tivessem rejeitado a oportunidade de simplesmente fazer parte do Reino? Graças a Deus, eles não o fizeram. Apesar de haver um pouco de petulância em seu pedido, aparentemente, eles compreenderam a resposta de Jesus e aceitaram permanecer, mesmo correndo o risco de não ter o seu pedido atendido.
Abrahamian deveria ter feito o mesmo. Deveria ter encerrado sua carreira com gratidão em seu coração por ter sido achado digno de receber uma medalha. Nós devemos fazer o mesmo: Olhar para o nosso peito e vislumbrar as medalhas que Deus nos dá diariamente. Sejam elas de ouro, prata, bronze ou qualquer outro material, se foram dadas por Deus, é porque assim foi do seu soberano agrado e vontade.
Abrahamian abandonou sua medalha no pódio porque não fez como os filhos de Zebedeu; porque não teve uma lição de humildade e submissão.
Façamos, portanto, diferente. Aceitemos as medalhas de Deus, mesmo que não sejam as que nós desejávamos, pois, ainda assim, são infinitamente superiores às de Pequim.
Sua carreira na luta greco-romana terminou juntamente com sua participação nos jogos olímpicos, mas seu nome está cravado na minha mente e deve permanecer assim por algum tempo. Após a luta que decidiu a medalha de bronze ao seu favor, inesperadamente, não vimos um atleta alegre pela conquista, mas um atleta frustrado. Essa cena me pareceu, no mínimo, paradoxal. Quem poderia receber um prêmio e se sentir diminuído por isso? Quem poderia receber o atestado de terceiro melhor do mundo e não ser grato? Resposta? Ara Abrahamian, o protótipo olímpico da arrogância.
Tal qual um menino mimado, ao receber sua bela medalha, rejeitou-a por não ser de ouro. Ele havia feito planos de ser o melhor e não conseguiu. Foi um dos melhores; mas não era o suficiente. O bronze, que para muitos seria uma dádiva, para ele era um opróbrio. A causa disso tem nome: Arrogância.
Ao tomar conhecimento desse fato, lembrei-me de que muitas vezes agimos como Abrahamian. Somos arrogantes diante das bênçãos que recebemos diariamente.
Lutamos para alcançar um objetivo, mas, quando ele não vem exatamente como planejamos, fazemos beicinho e rejeitamos o presente divino. “Seja feita a minha vontade” parece ser uma oração muito mais atrativa do que a original, e quando ela não é atendida, colocamos a culpa em quem? Isso mesmo: em Deus! E isso é ABSURDO!
Somos agraciados todos os dias com inúmeras bênçãos, algumas das quais sequer chegamos a tomar conhecimento. Três refeições (pra não ser desagradável com alguns), família, teto, livramentos de morte, saúde, etc. Medalhas e mais medalhas divinas. Tudo isso nos é dado, mas se não comprarmos aquele modelo de carro, naquela cor, daquele ano... O cuidado de Deus começa a ser questionado.
Certa vez, Tiago e João aproximaram-se de Jesus para lhe pedir algo. Eles queriam um lugar de destaque no Reino.
“Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda” (Marcos 10.37).
A resposta que Jesus lhes deu seria, para Abrahamian, como uma medalha de bronze:
“[...] quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado” (v.40).
Agora, fico imaginando: E se Tiago e João tivessem deixado tudo de lado? Se não for para ficar perto do seu trono, então não será em lugar algum! E se eles tivessem rejeitado a oportunidade de simplesmente fazer parte do Reino? Graças a Deus, eles não o fizeram. Apesar de haver um pouco de petulância em seu pedido, aparentemente, eles compreenderam a resposta de Jesus e aceitaram permanecer, mesmo correndo o risco de não ter o seu pedido atendido.
Abrahamian deveria ter feito o mesmo. Deveria ter encerrado sua carreira com gratidão em seu coração por ter sido achado digno de receber uma medalha. Nós devemos fazer o mesmo: Olhar para o nosso peito e vislumbrar as medalhas que Deus nos dá diariamente. Sejam elas de ouro, prata, bronze ou qualquer outro material, se foram dadas por Deus, é porque assim foi do seu soberano agrado e vontade.
Abrahamian abandonou sua medalha no pódio porque não fez como os filhos de Zebedeu; porque não teve uma lição de humildade e submissão.
Façamos, portanto, diferente. Aceitemos as medalhas de Deus, mesmo que não sejam as que nós desejávamos, pois, ainda assim, são infinitamente superiores às de Pequim.
Tenha certeza disso.

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