Eu tentei. Eu juro que tentei. Fiz de tudo (ou quase tudo) para resistir. Estou falando do Orkut, site de relacionamentos da internet; uma espécie de lista de amigos virtual.
Para fazer parte dessa rede, era preciso receber um convite por e-mail. Recebi vários. Recusei inúmeros, até que resolvi ceder. Aceitei o convite, preenchi o “formulário”, consegui uma foto e pronto: entrei para o time dos “orkuteiros”.
Minha lista de amigos não é das maiores, mas me faz sentir privilegiado. Realmente, ter amigos (amigos de verdade) é um privilégio. Foi aí que parei para pensar: E se Deus tivesse um orkut?
Sei o que está pensando: Rodrigo, há algo que eu possa fazer para ajudá-lo a recuperar a sanidade? Calma! Se existe alguém que gosta de se relacionar, esse alguém é o Todo-Poderoso. Imagine.
Clicando em “ver amigos”, você encontra a lista de amigos divina. E vejam só quem está lá! Abraão. Deus gosta de conversar com ele, mas às vezes parece que o patriarca hesita quanto a isso.
O Senhor havia tomado uma decisão: destruir Sodoma e Gomorra. No entanto, antes de fazê-lo, ele avisa ao seu amigo Abraão (cf. Gênesis 18.17,18). Este, ao ficar a sós com Deus, passa a fazer uma série de questionamentos (ver Gênesis 18.23-33). Na verdade, a dúvida é apenas uma:
“E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio?” (v.23).
A partir daí, Abraão demonstra certo temor em prolongar o diálogo. Para ele, fazer perguntas a Deus poderia despertar ira no Criador. É um atrevimento tomar o tempo de Deus! Será? Se você leu o texto de Gênesis, deve ter tido a mesma impressão que eu tive. Em nenhum momento, Deus mostra impaciência ou pressa. Ele simplesmente responde a todas as perguntas de Abraão. Não havia motivos para temer. Abraão não entendia, naquele momento, que Deus não se cansa de estar conosco, de relacionar-se conosco.
Sim, Deus gosta de ter amigos e Abraão é um deles (cf. Tiago 2.23).
Muito bem. Volte para a página inicial do orkut divino (o chamado profile) e dê uma olhadinha na foto. O que você vê? Isso mesmo! A foto é de Jesus, o Filho de Deus. E nem adianta deixar um scrap (um recado, em “orkutês”) pedindo pra ver a foto do Pai. Moisés pediu para ver a sua glória e ele respondeu:
“(...) Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá” (Êxodo 33.20).
Jesus, porém, nos consola:
“Quem vê a mim vê o Pai (...)” (João 14.9).
Isso! Se quiser ver o Pai, é simples: olhe pra Jesus, a expressão exata de Deus (cf. Hebreus 1.3; Colossenses 1.15).
Se Deus gosta mesmo de se relacionar, deve revelar seu nome aos amigos, certo? Certo! Foi o que ele fez com Moisés (ele também está na lista de amigos).
“Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros” (Êxodo 3.13,14).
Está vendo? No profile celeste, ao lado da foto do Messias, está escrito o nome de Deus: EU SOU O QUE SOU.
Por fim, vamos ver as comunidades. Para mim, essa é a melhor parte. Quando estou com um tempinho extra, gosto de “fuçar” as comunidades dos meus amigos. Elas falam muito sobre a personalidade e as atividades deles. Dentre as comunidades divinas, duas me chamam a atenção: “Morri por você” e “Ressuscitado”.
Deus tem tanto interesse num relacionamento com seus filhos, que se fez homem para morrer em nosso lugar e nos dar acesso direto a Ele. E mais: ressuscitou e está vivo!
Dessa forma, Ele nos convida a entrarmos para sua rede de amigos. Sim, ele já enviou o convite. Basta aceitá-lo. E você se tornará amigo de Deus.
Com direito a foto sua no álbum celeste. Que tal?
domingo, 13 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
E Aí Vem Mais Um BBB...
Ouvi de novo. E sei que dentro de poucos minutos ouvirei mais uma vez. Enquanto escrevo estas linhas, a TV ligada na sala anuncia incansavelmente a estréia do famigerado BBB8 (Big Brother Brasil), instigando a curiosidade dos telespectadores para acompanharem o que se passa naquela que eles chamam de “a casa mais vigiada do Brasil”.
Milhares de pessoas tentaram participar desta edição do reality show, mas, como a casa não é tão grande assim, os quatorze (acho) participantes já foram selecionados (a dedo – diga-se de passagem).
Fiquei me perguntando por que o BBB é tão atraente. Por que milhões de pessoas em todo o Brasil param para assistir a esta versão corrompida da vida real? A resposta que encontrei foi esta: porque o pecado é sedutor.
Sinta o destilar do veneno de Satanás nas palavras de alguns participantes, de cujos nomes fiz questão de esquecer:
“Na vida diária eu não minto, mas lá dentro [na casa] vale tudo”.
“Jovem não namora, fica. Porque a gente pode ficar aqui, ali...”.
“Eu sou atraente e sei que os homens me desejam”.
Sentiu? A serpente do Éden está de volta no jardim do BBB e quer ludibriar qualquer Eva desavisada que esteja disposta a morder seu fruto nefasto. O fruto da mentira. O fruto da lascívia. O fruto da traição.
É por isso que milhões engordam o ibope do BBB em todo o país. Este programa revela escancaradamente vários sentimentos ruins que estão dentro das pessoas, e que elas não expressam totalmente. Portanto, acompanham aqueles que os trazem à tona. É a sociedade podre aplaudindo as obras da carne:
“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias [disputas, competição], emulações [querer igualar ou superar outro], iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.” (Gálatas 5.19-21).
Conseguiu identificar as obras da carne no Big Brother? Sim, deve ter sido fácil, não é mesmo? Para aqueles que gostam do “Big Trevas Brasil”, realmente, vale tudo para viver neste mundo. Até mesmo passar por cima das leis divinas. E eu, enquanto cristão, não posso me inclinar para dar ouvidos à serpente falante. Enquanto cristão, devo preocupar-me em me distanciar disso para me aproximar do Reino. Devo confrontar as mentiras sujas do Inimigo com a Palavra de Deus e perceber que jovem não foi feito para “ficar”, mas para vencer o maligno (cf. 1 João 2.14).
Sugiro que você também não se renda aos apelos do BBB. Jesus, nosso supremo “Big Brother” tem coisa melhor pra nós. E sua “Big Palavra” nos promete, ao final, um “Big Céu”. Não podemos trocar isso por nada.
Milhares de pessoas tentaram participar desta edição do reality show, mas, como a casa não é tão grande assim, os quatorze (acho) participantes já foram selecionados (a dedo – diga-se de passagem).
Fiquei me perguntando por que o BBB é tão atraente. Por que milhões de pessoas em todo o Brasil param para assistir a esta versão corrompida da vida real? A resposta que encontrei foi esta: porque o pecado é sedutor.
Sinta o destilar do veneno de Satanás nas palavras de alguns participantes, de cujos nomes fiz questão de esquecer:
“Na vida diária eu não minto, mas lá dentro [na casa] vale tudo”.
“Jovem não namora, fica. Porque a gente pode ficar aqui, ali...”.
“Eu sou atraente e sei que os homens me desejam”.
Sentiu? A serpente do Éden está de volta no jardim do BBB e quer ludibriar qualquer Eva desavisada que esteja disposta a morder seu fruto nefasto. O fruto da mentira. O fruto da lascívia. O fruto da traição.
É por isso que milhões engordam o ibope do BBB em todo o país. Este programa revela escancaradamente vários sentimentos ruins que estão dentro das pessoas, e que elas não expressam totalmente. Portanto, acompanham aqueles que os trazem à tona. É a sociedade podre aplaudindo as obras da carne:
“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias [disputas, competição], emulações [querer igualar ou superar outro], iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.” (Gálatas 5.19-21).
Conseguiu identificar as obras da carne no Big Brother? Sim, deve ter sido fácil, não é mesmo? Para aqueles que gostam do “Big Trevas Brasil”, realmente, vale tudo para viver neste mundo. Até mesmo passar por cima das leis divinas. E eu, enquanto cristão, não posso me inclinar para dar ouvidos à serpente falante. Enquanto cristão, devo preocupar-me em me distanciar disso para me aproximar do Reino. Devo confrontar as mentiras sujas do Inimigo com a Palavra de Deus e perceber que jovem não foi feito para “ficar”, mas para vencer o maligno (cf. 1 João 2.14).
Sugiro que você também não se renda aos apelos do BBB. Jesus, nosso supremo “Big Brother” tem coisa melhor pra nós. E sua “Big Palavra” nos promete, ao final, um “Big Céu”. Não podemos trocar isso por nada.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Feliz 2008! Sem Estresses...
O ano de 2007 foi embora. Chega o ano de 2008 e, juntamente com ele, surgem muitas expectativas. Os sonhos já existem; resta saber se eles serão concretizados. Os desejos são muitos, mas não sabemos o que será deles.
Comigo não é diferente. 2008 começa com muitos planos em minha mente e, por causa disso, a tendência é ficarmos ansiosos para alcançarmos os nossos objetivos. No entanto, Cristo tem um plano melhor para nós:
“Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mateus 6.25).
E Ele continua:
“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (v.34).
Sim. 2008 já chegou, meus planos já estão traçados, meu caderno de anotações está abarrotado. Porém, não posso ficar ansioso. Devo crer que o mesmo Deus que cuidou de mim em 2007 é poderoso para fazê-lo também em 2008. Devo estar cônscio de que, sem ele, nenhum de meus projetos prosperará. Devo submeter meu ano ao seu crivo perfeito para que eu seja realmente feliz.
Confiança. Esta é a palavra-chave para o novo ano. Confiança em que o Pastor não vai deixar faltar nada.
Assim, teremos, de fato, um feliz e próspero ano novo: vivendo cada um dos 366 dias de cada vez.
Comigo não é diferente. 2008 começa com muitos planos em minha mente e, por causa disso, a tendência é ficarmos ansiosos para alcançarmos os nossos objetivos. No entanto, Cristo tem um plano melhor para nós:
“Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mateus 6.25).
E Ele continua:
“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (v.34).
Sim. 2008 já chegou, meus planos já estão traçados, meu caderno de anotações está abarrotado. Porém, não posso ficar ansioso. Devo crer que o mesmo Deus que cuidou de mim em 2007 é poderoso para fazê-lo também em 2008. Devo estar cônscio de que, sem ele, nenhum de meus projetos prosperará. Devo submeter meu ano ao seu crivo perfeito para que eu seja realmente feliz.
Confiança. Esta é a palavra-chave para o novo ano. Confiança em que o Pastor não vai deixar faltar nada.
Assim, teremos, de fato, um feliz e próspero ano novo: vivendo cada um dos 366 dias de cada vez.
domingo, 23 de dezembro de 2007
De Anfitrião a Penetra
Você já conhece esta história. Talvez ainda não tenha prestado atenção aos detalhes, mas tenho certeza de que já conhece.
Ademar está fazendo aniversário. Seu pai não quis deixar essa data tão importante passar em branco; portanto, tratou de arrumar a casa para uma grande festa.
Sem se preocupar com os gastos – afinal de contas, o pai de Ademar é o governador –, o aniversariante não deixou ninguém de fora da lista de convidados. Chamou todos aqueles que conhecia. Era muita gente. Seria uma grande festa.
Os irmãos de Ademar já estavam esperando uma avalanche de presentes e cartões, pois todos diziam admirar muito aquele garoto que tanto bem queria a todos.
Hora da festa. Os convidados chegam um a um. No entanto, há algo errado. Nada de cumprimentos ou presentes para o anfitrião. Todos passam por Ademar sem sequer dirigir-lhe a palavra. O pai do menino observa tudo calado.
Para surpresa dos donos da casa, os convidados, em um dado momento, passam a trocar presentes. Sim, os presentes foram trazidos, mas não para a pessoa certa. Como numa brincadeira de “amigo secreto”, cada um recebe a sua parte, menos Ademar.
Ele olha com tristeza aquela cena: todos aqueles que sempre disseram que o amavam estavam na sua casa, comendo e bebendo do que ele lhes oferecia, sorrindo, falando de tudo e de todos, e ignorando a sua presença.
Os cartões não são para ele. Os presentes não são para ele. Os abraços não são para ele. Ele é um intruso em sua própria festa.
Esta é a história de Ademar.
Esta é a história de Jesus.
Todo fim de ano é a mesma coisa. As cidades enchem-se de cores e luzes. Todas as propagandas trazem a figura do “bom velhinho” e todos os shoppings ficam abarrotados, promovendo um show de consumismo que faria de Karl Marx um sério candidato ao infarto.
Presentes. Presentes. Presentes. Mãe. Irmão. Primo. Namorada. Titia número 1. Titia número 2. Blá, blá, blá... Santo décimo terceiro!
Será que Jesus e Ademar não estão fazendo as mesmas queixas? O dia 25 de dezembro ainda tem o mesmo significado?
Vejo nossa sociedade como aqueles convidados de Ademar. Para muitos, o Natal era a única oportunidade de lembrar que Jesus existe. Porém, tratamos de acabar com isso. No dia em que deveríamos lembrar o nascimento de Cristo, nossos amigos e parentes são presenteados. Não ensinamos nossas crianças a darem suas vidas como presente a Jesus, mas dizemos a elas que, se forem bem no colégio, receberão brinquedos do Papai Noel. Em vez de olharmos para o menino da manjedoura, é o velhinho do trenó que chama a nossa atenção.
Comemos e bebemos dos benefícios de Cristo e da sua misericórdia, mas preferimos agradecer ao patrão que nos pagou em dia.
Ignoramos até mesmo o Filho do Rei do Universo, mas temos ousadia suficiente de dizer que o amamos e o admiramos. Estamos na sua casa e não o respeitamos. Que péssimos convidados somos!
Está chegando mais um Natal. Diante de nós mais uma oportunidade de mostrarmos nossa consideração pelo “aniversariante”. Oportunidade de trazermos para Ele nossos cumprimentos em forma de louvor e nossas vidas como presentes, não só no dia 25 de dezembro, mas todos os dias de nossas vidas. Oportunidade de escolher entre o velhinho que entra pela sua chaminé e o Menino que gentilmente bate à sua porta.
Parabéns, Ademar!
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).
Ademar está fazendo aniversário. Seu pai não quis deixar essa data tão importante passar em branco; portanto, tratou de arrumar a casa para uma grande festa.
Sem se preocupar com os gastos – afinal de contas, o pai de Ademar é o governador –, o aniversariante não deixou ninguém de fora da lista de convidados. Chamou todos aqueles que conhecia. Era muita gente. Seria uma grande festa.
Os irmãos de Ademar já estavam esperando uma avalanche de presentes e cartões, pois todos diziam admirar muito aquele garoto que tanto bem queria a todos.
Hora da festa. Os convidados chegam um a um. No entanto, há algo errado. Nada de cumprimentos ou presentes para o anfitrião. Todos passam por Ademar sem sequer dirigir-lhe a palavra. O pai do menino observa tudo calado.
Para surpresa dos donos da casa, os convidados, em um dado momento, passam a trocar presentes. Sim, os presentes foram trazidos, mas não para a pessoa certa. Como numa brincadeira de “amigo secreto”, cada um recebe a sua parte, menos Ademar.
Ele olha com tristeza aquela cena: todos aqueles que sempre disseram que o amavam estavam na sua casa, comendo e bebendo do que ele lhes oferecia, sorrindo, falando de tudo e de todos, e ignorando a sua presença.
Os cartões não são para ele. Os presentes não são para ele. Os abraços não são para ele. Ele é um intruso em sua própria festa.
Esta é a história de Ademar.
Esta é a história de Jesus.
Todo fim de ano é a mesma coisa. As cidades enchem-se de cores e luzes. Todas as propagandas trazem a figura do “bom velhinho” e todos os shoppings ficam abarrotados, promovendo um show de consumismo que faria de Karl Marx um sério candidato ao infarto.
Presentes. Presentes. Presentes. Mãe. Irmão. Primo. Namorada. Titia número 1. Titia número 2. Blá, blá, blá... Santo décimo terceiro!
Será que Jesus e Ademar não estão fazendo as mesmas queixas? O dia 25 de dezembro ainda tem o mesmo significado?
Vejo nossa sociedade como aqueles convidados de Ademar. Para muitos, o Natal era a única oportunidade de lembrar que Jesus existe. Porém, tratamos de acabar com isso. No dia em que deveríamos lembrar o nascimento de Cristo, nossos amigos e parentes são presenteados. Não ensinamos nossas crianças a darem suas vidas como presente a Jesus, mas dizemos a elas que, se forem bem no colégio, receberão brinquedos do Papai Noel. Em vez de olharmos para o menino da manjedoura, é o velhinho do trenó que chama a nossa atenção.
Comemos e bebemos dos benefícios de Cristo e da sua misericórdia, mas preferimos agradecer ao patrão que nos pagou em dia.
Ignoramos até mesmo o Filho do Rei do Universo, mas temos ousadia suficiente de dizer que o amamos e o admiramos. Estamos na sua casa e não o respeitamos. Que péssimos convidados somos!
Está chegando mais um Natal. Diante de nós mais uma oportunidade de mostrarmos nossa consideração pelo “aniversariante”. Oportunidade de trazermos para Ele nossos cumprimentos em forma de louvor e nossas vidas como presentes, não só no dia 25 de dezembro, mas todos os dias de nossas vidas. Oportunidade de escolher entre o velhinho que entra pela sua chaminé e o Menino que gentilmente bate à sua porta.
Parabéns, Ademar!
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Por um Natal Coerente
Devo confessar algo: não sou fã de saladas. Comer verduras nunca foi o meu forte, mas preciso fazê-lo por uma questão de saúde. Por isso mesmo, dificilmente deixo de colocar no prato esses alimentos “coloridos”.
De vez em quando, faço-me de esquecido e, quando minha mãe percebe, a bronca é inevitável. O argumento dela é bom. Ela diz que não entende como posso negligenciar a importância das saladas, pois eu estudei essas coisas. Tenho o conhecimento necessário, mas, às vezes, não ajo de acordo com esse conhecimento.
Incoerente. É assim que se chama esse tipo de comportamento. O médico que, apesar de saber que o cigarro possui substâncias cancerígenas, opta por fumar é incoerente. O professor que ensina a importância das frutas na alimentação, mas que, no intervalo das aulas, ao invés de tomar um suco, pede um refrigerante, também é incoerente. Mas em matéria de incoerência, existe um pessoal que é mestre: são os principais sacerdotes e escribas do capítulo 2 de Mateus.
Após o nascimento de Jesus, Jerusalém recebeu uma visita que a deixou agitada. Magos do Oriente chegam à cidade trazendo na bagagem um questionamento: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?” (Mateus 2.2). Eles sabiam que o Messias havia chegado ao mundo, mas não tinham idéia de onde encontrá-lo. O propósito deles é claro: “(...) viemos para adorá-lo” (idem).
Herodes, que também estava sobressaltado com a novidade, convocou os principais sacerdotes e escribas do povo para saber o local do nascimento do Cristo. Afinal de contas, eles eram as pessoas mais indicadas para responder questões relativas à lei e aos profetas.
De fato, eles demonstraram competência. Acertaram na mosca:
“Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (vv. 5 e 6).
Estranho! A notável competência daqueles homens não produziu neles uma atitude coerente. O seu vasto conhecimento das Escrituras não os fez tomar uma posição lógica.
Herodes enviou os magos a Belém (v.8); porém, eles partem sozinhos. Onde estavam os principais sacerdotes e escribas? Não sei. Só sei que eles não viajaram com os magos. Isso não é incoerente? Eles sabiam o paradeiro do Rei dos reis, mas não moveram uma palha sequer para vê-lo e adorá-lo. Em vez de ouro, incenso e mirra, os “competentes” religiosos ofereciam sua indiferença ao Menino Deus.
E nós? Como temos agido? Ao ver a “estrela-guia” no céu, alegramo-nos “com grande e intenso júbilo” (v.10), ou viramos as costas e seguimos a nossa vida como se nada houvesse acontecido? Caminhamos até Belém, ou acomodamo-nos em Jerusalém?
Há somente uma resposta coerente ao nascimento do Messias. Os magos nos ensinam qual é:
“(...) Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas (...)” (v.11).
Já estamos vivendo a época natalina e, por isso, gostaria de convidar você a tomar a atitude correta.
A Pessoa mais importante do universo nasceu. Como você vai reagir? Sugiro que faça como os magos.
Prostre-se.
Adore.
Oferte sua vida a Ele.
E não se esqueça de comer verduras.
De vez em quando, faço-me de esquecido e, quando minha mãe percebe, a bronca é inevitável. O argumento dela é bom. Ela diz que não entende como posso negligenciar a importância das saladas, pois eu estudei essas coisas. Tenho o conhecimento necessário, mas, às vezes, não ajo de acordo com esse conhecimento.
Incoerente. É assim que se chama esse tipo de comportamento. O médico que, apesar de saber que o cigarro possui substâncias cancerígenas, opta por fumar é incoerente. O professor que ensina a importância das frutas na alimentação, mas que, no intervalo das aulas, ao invés de tomar um suco, pede um refrigerante, também é incoerente. Mas em matéria de incoerência, existe um pessoal que é mestre: são os principais sacerdotes e escribas do capítulo 2 de Mateus.
Após o nascimento de Jesus, Jerusalém recebeu uma visita que a deixou agitada. Magos do Oriente chegam à cidade trazendo na bagagem um questionamento: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?” (Mateus 2.2). Eles sabiam que o Messias havia chegado ao mundo, mas não tinham idéia de onde encontrá-lo. O propósito deles é claro: “(...) viemos para adorá-lo” (idem).
Herodes, que também estava sobressaltado com a novidade, convocou os principais sacerdotes e escribas do povo para saber o local do nascimento do Cristo. Afinal de contas, eles eram as pessoas mais indicadas para responder questões relativas à lei e aos profetas.
De fato, eles demonstraram competência. Acertaram na mosca:
“Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (vv. 5 e 6).
Estranho! A notável competência daqueles homens não produziu neles uma atitude coerente. O seu vasto conhecimento das Escrituras não os fez tomar uma posição lógica.
Herodes enviou os magos a Belém (v.8); porém, eles partem sozinhos. Onde estavam os principais sacerdotes e escribas? Não sei. Só sei que eles não viajaram com os magos. Isso não é incoerente? Eles sabiam o paradeiro do Rei dos reis, mas não moveram uma palha sequer para vê-lo e adorá-lo. Em vez de ouro, incenso e mirra, os “competentes” religiosos ofereciam sua indiferença ao Menino Deus.
E nós? Como temos agido? Ao ver a “estrela-guia” no céu, alegramo-nos “com grande e intenso júbilo” (v.10), ou viramos as costas e seguimos a nossa vida como se nada houvesse acontecido? Caminhamos até Belém, ou acomodamo-nos em Jerusalém?
Há somente uma resposta coerente ao nascimento do Messias. Os magos nos ensinam qual é:
“(...) Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas (...)” (v.11).
Já estamos vivendo a época natalina e, por isso, gostaria de convidar você a tomar a atitude correta.
A Pessoa mais importante do universo nasceu. Como você vai reagir? Sugiro que faça como os magos.
Prostre-se.
Adore.
Oferte sua vida a Ele.
E não se esqueça de comer verduras.
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